21 maio 2011

O problema da Educação Paraense

No Pará greve de professores virou verbo.

Nesses últimos dias a equipe do Jornal Nacional tem visitado diversos estados para averiguar a situação da educação brasileira, a ultima parada da equipe foi  a pior escola de um município do Pará, com nota 1,4 no Ideb, e a que a tem melhor avaliação, 6,2 que é uma escola restrita, ou seja é exclusividade para filhos de militares e funcionários civis da Aeronáutica.

No ultimo dia 20/11/2011, a blitz do JN no Ar  falou de uma realidade que, infelizmente, muitos estudantes brasileiros já reconhecem: a insegurança na escola e a ausência de aula por causa das constantes greves dos professores.

A equipe visitou a primeira escola, situada na periferia e que apresenta como índice do ideb 1,4, por sua vez está em greve  e se situa em um bairro extremamente violento onde a policia faz rondas.  O especialista na educação  Gustavo Ioschpe destacou algo bem interessante:

“Aparentemente o problema da insegurança é tão sério que faz com que professores, provavelmente, queiram evitar de dar aula nesse local, talvez até os pais de virem às reuniões com as suas crianças. Quando o problema da violência chega nesse nível de seriedade pode sim ser um impeditivo muito importante a um aprendizado de qualidade”

Em outra situação a equipe visitou uma escola em que as aulas foram paralisadas, e os alunos não sabiam exatamente o por que. Até a diretora tinha incerteza se os professores vinham ou não dar aula. 

É mesmo uma falta de vergonha a educação Paraense, retirei um trecho da fala do especialista da educação, que se assemelha a realidade que nós da escola Irmã Dulce vivemos:
“Praticamente os estudantes... trocam de professores a cada três meses”

Em outra parte ele diz:
“A gente chegou aqui preocupado com a questão da violência contra a escola, mas acabou descobrindo que talvez a violência mais preocupante seja da escola para com seu próprio aluno. O aluno aqui é um pouco abandonado, tem greve todos os anos, tem tanta greve aqui que a professora disse que o aluno chega para ela e diz: ‘professora, vai grevar de novo?’. Greve já virou verbo. O diretor da escola é o terceiro diretor em menos de dois anos. Então é uma situação de tanto abandono, de tanta falta de aula, de tanta confusão, que é muito difícil realmente os alunos aprenderem dessa maneira”, explicou Ioschpe.

Logo depois  a blitz do JN no Ar visitou a escola de índice mais auto 6,2, que por sinal é praticamente uma escola particular, pois os pais pagam cerca de R$ 60 a R$ 221 mensais. É um espaço de disciplina e a organização, com adequadas instalações. Fica evidente que a educação dessa escola vai ser boa, a estrutura e a organização é adequada, os professores bem pagos ganham cerca de 2,500 até 7 mil reais por mês.  Enquanto nas demais escolas vivenciaram professores mal remunerados e o resultado se dar com constantes paralizações e greves. 
Assim fica difícil alunos sonhares com sucesso profissional, se as escolas encontram-se nessa calamidade e agrava, quando vendo essa situação os pais se desanimam e acabam desacreditando nos filhos, é o que diz Luane, uma estudante entrevistada pelo jornal nacional:
Quero ser juíza. Sei que tem que estudar muito”, contou ela.
Em um colégio fraco e com pouco suporte em casa, ela tem uma luta grande pela frente. “Minha mãe fala: ‘Luane, você não vai conseguir ser isso’. Eu falo assim mesmo com a minha mãe: ‘Mãe, nunca há tempo, sempre tem tempo para gente ser alguma coisa na vida’”, ensinou a menina.
Fiquei muito emocionado quando vi o depoimento da menina, ela até fez uma redação e entregou a equipe do JN.

Gustavo Ioschpe deixa um recado para os pais que assistiram a reportagem:

“Se a gente puder deixar um recado para o pai para a mãe que estão nos ouvindo é: sempre apoie o seu filho. Porque algumas escolas, infelizmente, desistem dos seus alunos. E se os pais também desistirem, se chamarem o filho de burro, de preguiçoso, aí é que esse filho está perdido. O pai e a mãe sempre têm que achar que seu filho poder ser o primeiro brasileiro a ganhar um Prêmio Nobel”, afirmou o especialista.

Chega! É um absurdo a educação brasileira, os estudantes estão abandonados pelas autoridades (governantes), que por sua vez, não estão nos representando como deveriam. O que presenciamos é constantes roubos, corrupção, corrupção e corrupção e nada de educação!
Como o Brasil quer ter futuros médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, professores  e juízes como Luane, se abandonam  os estudantes?
Eu assim como milhares de brasileirinhos quero uma educação digna onde eu possa aprender e crescer.


Agora é sua vez comente!

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